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Estilo muito popular de cerveja belga, de fermentação espontânea. Segundo o guia BJCP, é “uma cerveja belga, selvagem, de trigo e bastante acidulada, na maioria das vezes moderadamente funky, com a acidez tomando o lugar do lúpulo de amargor no balanço. Tradicionalmente fermentada espontaneamente na região de Bruxelas e servida sem carbonatar”.

Pode-se dizer que é um dos estilos mais antigos de todos de se fazer cerveja, devido principalmente ao processo de fermentação espontânea. As fotos dos tanques de fermentação são a coisa mais linda de se ver – e, claro, com o cheiro característico – que já se pode perceber o que vai trazer no aroma e no sabor para estas cervejas: notas de couro de animal, estábulo, feno, suor de animal, ás vezes algo defumado. O amargor é geralmente baixo e a cerveja, normalmente, é feita com lúpulos velhos, utilizados mais para a conservação da cerveja do que para trazer algum aroma ou sabor – estes todos oriundos da fermentação e da maturação em barricas de carvalho, normalmente. Por conta desses aromas e sabores é um estilo, normalmente, não muito convencional de cerveja, inclusive com sabores que pouco remetem as cervejas mais tradicionais, mas que só mostram toda a complexidade que podemos conseguir e a variedade de estilos. No Brasil, temos comercializado alguns poucos exemplares belgas, a preços não muito acessíveis. Mas, vale cada real, na minha opinião, por ser um estilo muito diferente e único de cerveja.

O estilo pode-se dividir em 4 subsestilos:

  1. Lambic jovem ou velha – versão mais antiga, clássica, sem misturas (blend), sendo jovens (sem envelhecimento) ou envelhecidas por um a três anos – são raras de se encontrar, sendo as mais conhecidas as da cervejaria Belga Cantillon;
  2. Gueuze Lambic – blend de lambic joven com velha, engarrafada para refermentação na garrafa, o que confere uma extrema carbonatação. A mas famosa é a Boon Gueuze Mariage Parfait;
  3. Fruit Lambic – cervejas lambic com adição de frutas, em geral cerejas, mais fáceis de se encontrar, possivelmente por serem mais fáceis a um paladar não acostumado. A versão mais conhecida é a Kriek Boon;
  4. Faro – produzida a partir de um blend também e com a adição de candy sugar (caramelo), normalmente. A versão mais famosa, e talvez única, é a Lindemans Faro.

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